Quanto custa um site: o que muda o preço
Faixas de mercado para criar um site, os fatores que realmente movem o preço, o que costuma ficar fora do orçamento e como comparar duas propostas.
Não existe preço único — existe escopo
Quem dá um número fechado antes de entender o projeto está vendendo um pacote, não uma solução. O preço de um site nasce de quatro coisas: quantas páginas, quanto design sob medida, quantas integrações e quem produz o conteúdo — todas decididas antes de contratar, e é essa etapa que o nosso guia de criação de site cobre em detalhe.
As faixas de mercado ajudam a calibrar a conversa, e vale conhecê-las antes de pedir orçamento. Em levantamento publicado pelo QueroSite, o caminho “faça você mesmo” aparece entre R$ 1.500 e R$ 3.000 no primeiro ano, o freelancer entre R$ 2.000 e R$ 5.000 e a agência entre R$ 5.000 e R$ 20.000. Já a Agência Colors trabalha com um intervalo que vai de R$ 500 a mais de R$ 50 mil, dependendo do tipo de projeto.
A distância entre esses extremos não é margem de lucro: é diferença de escopo. E é por isso que na Canis cada projeto é analisado caso a caso — dois sites “institucionais” podem estar em faixas completamente diferentes se um tem cinco páginas estáticas e o outro tem área de cliente, integração com CRM e blog estruturado.
Quanto custa fazer um site hoje
| Tipo de projeto | Faixa típica de mercado | O que define o valor |
|---|---|---|
| Site institucional simples (até 5 páginas) | R$ 1.800 a R$ 6.000 | Design adaptado, conteúdo pronto, sem integração |
| Site institucional completo (serviços + blog) | R$ 5.000 a R$ 15.000 | Estrutura por serviço, SEO técnico, blog, medição |
| Landing page de campanha | R$ 800 a R$ 5.000 | Uma página, uma oferta, foco em conversão |
| Loja virtual | R$ 3.200 a mais de R$ 50.000 | Catálogo, pagamento, frete, integração e operação |
As faixas vêm de referências de mercado publicadas por agências brasileiras e aparecem também nos próprios resultados de busca do tema — a Agência Colors publica “R$ 500 a R$ 50 mil” e a Hostinger fala em “de R$ 0 a mais de R$ 50 mil” quando inclui planos de construtor. Use como ponto de partida, nunca como tabela de preço de um fornecedor específico.

Os 7 fatores que realmente movem o preço
- Número de páginas e de serviços a estruturar. Não é só quantidade: cada serviço com público e argumento próprios pede uma página pensada para ele.
- Design sob medida ou adaptação de modelo. Adaptar template custa menos; criar sistema visual próprio custa mais e diferencia.
- Integrações. CRM, sistema interno, pagamento, automação de e-mail. Cada integração tem regra de negócio, teste e manutenção.
- Conteúdo e fotos. Se o fornecedor escreve e produz imagem, o escopo cresce. Se o material chega pronto, o preço cai.
- SEO técnico e performance no escopo. URL, meta dados, sitemap, dados estruturados e otimização de carregamento são trabalho — e barato não é o mesmo que ausente.
- Prazo. Projeto com urgência custa mais, porque desloca equipe.
- Manutenção e evolução depois da entrega. O que se faz depois de publicar, e por qual valor, muda o custo total do primeiro ano.

Quanto custa um site simples
“Simples” é um termo escorregadio. Na prática, significa até cinco páginas, conteúdo pronto, design adaptado de uma base e nenhuma integração além do formulário de contato.
Nessa configuração, o mercado costuma praticar de R$ 1.800 a R$ 6.000. Abaixo disso, geralmente uma de três coisas aconteceu: o design é template puro, o conteúdo foi empurrado para você, ou o SEO técnico ficou de fora — e vai virar custo depois.
Quanto custa um site profissional
O salto de faixa entre “simples” e “profissional” se justifica quando entram estrutura e responsabilidade:
- páginas por serviço, cada uma com oferta e chamada próprias;
- SEO técnico desde o início, com dados estruturados e sitemap;
- performance tratada como requisito (ver Core Web Vitals);
- blog preparado para publicar conteúdo com consistência;
- medição instalada (Search Console e Analytics) desde o primeiro dia;
- prazo e suporte definidos em contrato.
Nesse cenário, a faixa de mercado fica entre R$ 5.000 e R$ 15.000 para um institucional completo. É o tipo de projeto em que o site deixa de ser despesa de presença e passa a funcionar como canal de aquisição.
Quanto custa um site de vendas (e um e-commerce)
Aqui a confusão é frequente, e ela custa caro: página de vendas e loja virtual não são a mesma coisa e vivem em faixas diferentes.
| Projeto | Faixa típica | O que entra |
|---|---|---|
| Página de vendas (landing page) | R$ 800 a R$ 5.000 | Uma oferta, copy, formulário ou checkout externo |
| Loja virtual enxuta | R$ 3.200 a R$ 15.000 | Catálogo, pagamento, frete, tema adaptado |
| Loja virtual completa | R$ 15.000 a mais de R$ 50.000 | Integração fiscal, estoque, ERP, multilojas, regras próprias |
A diferença está na operação, não na aparência. Loja virtual envolve pagamento, frete, estoque, nota fiscal e atendimento pós-venda — e cada um desses pontos adiciona integração, teste e responsabilidade. Uma página de vendas resolve a campanha; uma loja resolve o negócio.
Quanto custa manter um site
O custo de criação é o começo da conta. Manter um site tem custo recorrente, e ele quase nunca aparece no orçamento inicial.
Hospedagem
Planos simples ficam na casa de R$ 20 a R$ 100 por mês; ambientes com mais tráfego, CDN e backup gerenciado passam disso. Hospedagem barata demais costuma cobrar em lentidão e indisponibilidade.
Domínio e e-mail
O domínio é anual e costuma custar de R$ 40 a R$ 100 por ano (varia por extensão). O e-mail profissional é cobrado por usuário/mês — é uma linha pequena que faz diferença na credibilidade, e por isso vale incluir no escopo desde o início. O domínio deve estar sempre no seu nome, com seu acesso.
Manutenção
Atualizações, backup, monitoramento, correções e pequenos ajustes. Dependendo do que está coberto, a faixa vai de R$ 100 a R$ 800 por mês. Vale ler o contrato com atenção: “manutenção” pode significar desde “mantemos o servidor de pé” até “evoluímos o site com você”.
Somando tudo, um site institucional costuma ter de R$ 1.500 a R$ 6.000 por ano de custo recorrente — o que muda a leitura daquele orçamento inicial muito barato.
Os valores desta seção são ordem de grandeza (estimativa a partir das faixas públicas do mercado, não medição nossa). Hospedagem, domínio e manutenção mudam bastante por fornecedor: peça os três por escrito antes de comparar propostas.
Quanto custa cada tipo de projeto
A faixa fica mais útil quando você se reconhece em um tipo. Os valores abaixo são referências de mercado para o primeiro ano de projeto, já incluindo criação e o básico de infraestrutura:
| Tipo de projeto | Faixa típica | O que costuma pesar mais |
|---|---|---|
| Site institucional simples (até 5 páginas) | R$ 1.800 a R$ 6.000 | Design adaptado e conteúdo pronto |
| Site institucional completo (serviços + blog) | R$ 5.000 a R$ 15.000 | Estrutura por serviço, SEO técnico e blog |
| Landing page de campanha | R$ 800 a R$ 8.000 | Copy, oferta e integração com anúncios |
| Loja virtual | R$ 3.200 a R$ 50.000+ | Pagamento, frete, estoque e operação |
De onde vêm esses números: referências públicas de agências brasileiras compiladas em setembro de 2026 (QueroSite, Agência Colors, Matilab, Shinier), além das faixas que aparecem nos próprios resultados de busca do tema. É referência de mercado, não tabela de preço da Canis — e a segmentação “simples” e “completo” dentro do institucional é nossa leitura das mesmas faixas.
Repare que o que muda o valor não é a quantidade de páginas: é a quantidade de regra envolvida. Um institucional de dez páginas pode custar menos que uma loja de um produto só, porque a loja precisa de pagamento, frete, estoque e nota.
O que quase ninguém coloca na conta
Toda faixa acima assume que você chega com material. Quando falta, os itens abaixo costumam ser cobrados à parte — e é aí que o orçamento cresce:
- texto por página, quando o fornecedor escreve o conteúdo;
- fotografia de produto ou de ambiente, quando não existe banco de imagens próprio;
- identidade visual (logo, cores, tipografia), quando a marca ainda não está definida;
- integração com CRM, ERP ou automação, quando o site precisa conversar com o que você já usa;
- treinamento da equipe para operar o site depois da entrega.
É por isso que duas empresas que pedem “um site” recebem propostas muito diferentes: uma chega com tudo pronto, a outra precisa produzir o conteúdo inteiro. Pergunte, item por item, o que está incluso — e o que vai virar cobrança depois.

Como saber se o orçamento está justo
Não existe preço “justo” absoluto — existe preço coerente com o escopo. Três verificações rápidas:
Sinais de orçamento inflado:
- o valor não muda quando você reduz o escopo (sinal de que o preço não vem do escopo);
- “SEO” aparece como pacote mensal misterioso, sem dizer o que é feito;
- não há marcos entregáveis, só uma data final.
Sinais de orçamento apertado demais:
- não menciona SEO técnico nem performance em nenhum momento;
- o prazo é irreal para o escopo apresentado;
- a proposta não diz quem executa nem o que acontece depois da entrega.
O que um bom orçamento sempre responde:
escopo fechado com o que não está incluso, prazo com marcos, propriedade do domínio e do código, o que cobre a manutenção e como o resultado será medido. Sem essas cinco respostas, o número não significa nada — nem para cima, nem para baixo.
O que quase nunca está incluso
Aqui está a origem da maioria dos orçamentos estourados. Estes itens frequentemente não entram no valor combinado:
- textos e revisão de conteúdo — escrever bem custa tempo, e conteúdo ruim derruba o melhor design;
- fotografia e tratamento de imagem — banco de imagem genérico aparece no resultado;
- integração com CRM, ERP ou ferramenta de automação;
- e-mail corporativo e configuração de domínio;
- treinamento para a sua equipe atualizar o site;
- SEO de conteúdo contínuo (o técnico pode estar incluso; a produção de conteúdo, raramente);
- ajustes após a entrega — mudanças de escopo depois de publicado.
Pedir essa lista por escrito não é desconfiança: é o que separa o “preço total” do “preço de entrada”.
Como comparar duas propostas de forma justa
Propostas com o mesmo valor podem entregar coisas completamente diferentes. Compare por pergunta, não por preço:
| Pergunta ao fornecedor | O que uma boa resposta revela |
|---|---|
| O que exatamente está incluso e o que não está? | Se o escopo é fechado ou elástico |
| Quem executa o projeto? | Se você fala com quem faz |
| O SEO técnico entra? E o conteúdo? | Se o site nasce encontrável ou vai exigir retrabalho |
| O domínio e o código ficam no meu nome? | Se você é dono do ativo ou refém do fornecedor |
| Qual o prazo e quais marcos? | Se o cronograma é realista e depende do quê |
| O que acontece na manutenção, por quanto e por quanto tempo? | O custo real do primeiro ano |
| Como vamos medir resultado? | Se existe compromisso com efeito, não só com entrega |
Duas propostas que respondem a essas sete perguntas podem ser comparadas. Uma que só responde ao preço, não.
Por que o site mais barato costuma sair caro
O custo escondido do site barato aparece em quatro lugares:
- Retrabalho — refazer estrutura, performance ou SEO depois de publicado custa mais do que fazer certo na primeira vez;
- Cliente perdido — página lenta, invisível na busca ou desconfortável no celular é receita que não entra, e isso não aparece em nenhuma planilha;
- Tempo do dono — quem monta o site por conta própria paga com horas que não estavam no orçamento;
- Migração — trocar de plataforma depois costuma significar refazer, não só mudar.
Não é que barato seja ruim por definição: é que barato sem escopo claro transfere custo para o futuro.
Próximo passo
Antes de pedir orçamento, vale definir o que o site precisa fazer: público, oferta, ação esperada e origem do tráfego. Com isso em mãos, o orçamento fica comparável — e a conversa com qualquer fornecedor, incluindo a gente, fica mais honesta.
Se você quer entender o que precisa estar definido antes de contratar, escrevemos um guia específico sobre criação de site — e você também pode ver como trabalhamos desenvolvimento de sites.
Perguntas frequentes
Quanto custa um site institucional simples no Brasil?
A faixa praticada pelo mercado para um site institucional de até cinco páginas, com conteúdo pronto, costuma ficar entre R$ 1.800 e R$ 6.000. Abaixo disso, verifique o que ficou de fora: design de template, conteúdo por sua conta ou SEO técnico ausente.
Por que duas propostas para o mesmo site têm preços tão diferentes?
Porque o escopo raramente é o mesmo, mesmo quando a descrição parece igual. Diferenças aparecem em quem escreve o conteúdo, se há integração, se o SEO técnico entra, quem executa e o que está coberto na manutenção.
Site em construtor sai mais barato no total?
Na assinatura, sim. No total, depende do papel do site. Somando tempo gasto, clientes que não chegam por limitação de performance e busca, e a migração futura, o caminho mais barato na largada pode sair mais caro em dois ou três anos.
O que está incluso no preço de um site profissional?
Estrutura de páginas por serviço, design alinhado à marca, desenvolvimento responsivo, SEO técnico de base, medição instalada e um período definido de suporte após a entrega. Conteúdo, fotos e integrações variam por projeto e devem estar descritos no orçamento.
Quanto devo reservar por mês para manter o site?
Considere hospedagem, domínio, e-mail profissional e manutenção. Na prática, um site institucional costuma ficar entre R$ 1.500 e R$ 6.000 por ano de custo recorrente, dependendo do que a manutenção cobre.
Conclusão
Quanto custa um site é uma pergunta de escopo, não de tabela. O caminho mais seguro é inverter a ordem: primeiro entender o que o site precisa fazer, depois comparar propostas com as mesmas perguntas — e só então olhar o número.
Se depois dessa comparação o valor ainda parecer alto, vale conferir o que está fora do orçamento. Na maioria dos casos, o problema não é o preço da proposta: é a diferença entre o que ela entrega e o que o seu site precisa fazer.