Marketing digital
Agência de marketing B2B: o que faz e quando contratar
O que uma agência de marketing B2B faz, quando a contratação se paga, o que exigir na proposta e no contrato e como medir resultado em ciclo longo.
Ler conteúdo →O que uma agência de marketing imobiliário faz, como calcular o teto de custo por lead e o que exigir na proposta para gerar leads de imóvel sem pagar caro.
Agência de marketing imobiliário é a empresa que opera a captação digital do seu negócio — mídia paga, página de captação, conteúdo local e integração com o CRM — e responde por custo e volume de contato, não pela venda. Ela não define o preço do imóvel, não atende o comprador no plantão e não garante fechamento. O que ela faz é colocar gente certa na frente do corretor, a um custo que a comissão suporta.
Essa última parte é onde quase toda contratação trava. O setor cresce pouco — as atividades imobiliárias avançaram 2,2% no segundo trimestre de 2026 contra igual período de 2025, segundo o IBGE —, então ganhar mercado significa tirar contato do concorrente, e isso se decide por número, não por portfólio bonito.
Uma agência imobiliária opera as frentes que ligam o imóvel a quem procura e o proprietário a quem quer captar. Na prática, são cinco: mídia paga por intenção de bairro, tipologia e faixa de preço; landing page de captação por empreendimento ou região, com formulário curto; conteúdo local e perfil no Google para a busca de bairro; campanha de lançamento quando existe produto novo; e integração do contato com o sistema de gestão, para o lead não morrer numa planilha.
A parte que separa uma agência do setor de uma agência genérica é entender que existem dois negócios dentro do negócio. Captar imóvel é falar com o proprietário que pesquisa “quanto vale meu apartamento”; vender imóvel é falar com o comprador que pesquisa “apartamento dois quartos no bairro X”. São públicos diferentes, páginas diferentes, contas diferentes — e a maioria das propostas só enxerga o segundo. Quem depende de portal para vender e não constrói canal de captação fica com a carteira do tamanho que o portal permitir.
Também é preciso dizer o que não é da agência: preço, produto, condições de pagamento, atendimento ao cliente, decisão comercial e responsabilidade sobre os dados pessoais. A gestão de tráfego pago e a produção de página são meios; a venda continua sendo da imobiliária.
A agência opera anúncio, página, conteúdo local e cadência.
A agência propõe o critério; a imobiliária valida com o time.
Distribuição, tempo de resposta e agendamento são da imobiliária.
Definidos pela imobiliária, com o que o mercado aceita.
A imobiliária decide; a agência trata segundo as instruções.
Condução da imobiliária, com material de apoio da agência.
Um lead só significa alguma coisa comparado à receita que ele ajuda a produzir. Sem essa conta, “lead barato” pode ser prejuízo e “lead caro” pode ser o melhor negócio da praça.
A conta tem três passos. Primeiro, a receita de comissão por venda: ticket médio multiplicado pela comissão. Segundo, quantos leads são necessários para uma venda — o inverso do produto entre taxa de qualificação, taxa de visita e taxa de fechamento. Terceiro, o teto de custo por lead: receita por venda, vezes a fatia máxima que o marketing pode consumir, dividida pelos leads por venda.
Um exemplo com premissas redondas, para a conta ficar visível. Ticket de R$ 500 mil com comissão de 5% gera R$ 25 mil por venda. Se cem leads viram 25 qualificados, 25 viram dez visitas e dez visitas viram uma venda, são cem leads por venda. Permitindo que o marketing consuma 10% da comissão, o teto é R$ 25 por lead. Se a agência entrega lead a R$ 60, o custo por venda vai a R$ 6 mil — 24% da comissão, mais que o dobro do que a operação suporta.
Troque os números pelos seus: ticket, comissão e as três taxas saem do seu CRM e funil de vendas, não de benchmark de terceiro.
Custo de R$ 60 por lead: R$ 6 mil investidos.
Um em cada quatro tem perfil e urgência.
Quatro em cada dez qualificados agendam visita.
Uma visita em cada dez fecha; R$ 25 mil de comissão.
O erro clássico é negociar o CPL e não negociar a taxa de lead para visita. Um fornecedor que entrega lead a R$ 30 e leva 2% à visita cobra R$ 1.500 por visita; outro, a R$ 60 com 8%, cobra R$ 750 — mantida a conversão seguinte, o primeiro custa o dobro por venda. Por isso a proposta precisa trazer as duas colunas.
Peça por escrito: qual dos dois lados será trabalhado, quanto custa o honorário, qual é a verba de mídia e como o resultado será medido. Proposta que não responde a essas perguntas não é comparável.
Vale exigir, item por item: o sistema de gestão que será integrado e com que frequência a sincronização acontece; o que ocorre com a página de um imóvel vendido ou retirado da carteira; quem responde o contato e em quanto tempo; quais páginas de bairro e de tipologia serão criadas; de quem são o domínio, as contas de anúncio, o perfil no Google e a base de contatos; e qual métrica entra no relatório mensal.
Honorário e verba de mídia andam separados. Quando o valor é um só, o fornecedor pode reduzir a entrega para caber no preço e ninguém percebe até o terceiro mês. A assinatura dos portais é custo à parte, e costuma ser o maior.
Se você está comparando fornecedores pela primeira vez, vale ler antes como se escolhe uma agência de marketing B2B — a lógica de escopo, contrato e saída é a mesma. Ela também vale para agência de ecommerce e para marketing para advogados.
Sem acesso somente-leitura às contas e uma métrica acordada antes do início, o relatório do fornecedor não comprova resultado.
A leitura útil tem três camadas. Entrega, nas primeiras semanas: campanhas no ar, páginas publicadas, integração funcionando. Operação, do primeiro ao terceiro mês: custo por lead, taxa de contato para visita e visitas agendadas. Receita, a partir do trimestre: propostas apresentadas, vendas por origem e custo por venda.
A camada de receita tem uma armadilha. Em ciclo de meses, quem leva o crédito costuma ser o último clique — o portal ou a busca pelo nome da imobiliária —, não a campanha que criou a demanda. Separar a origem declarada no fechamento, e não só a fonte do formulário, é o que evita otimizar a mídia pelo lugar errado.
Se o gargalo é gerar contato qualificado com previsibilidade, o caminho é a geração de leads: campanha, página e qualificação operando juntas.
Depende do modelo de cobrança, não de uma tabela de mercado. O que existe é honorário mensal pelo serviço, verba de mídia paga direto às plataformas e assinatura dos portais, que é custo separado. O que costuma mudar mais o preço é a integração com o sistema de gestão e o número de frentes — captação e venda no mesmo escopo custam mais do que um lado só.
Vale quando o gargalo é a operação de demanda e a imobiliária tem capacidade de responder o contato que chega. Sem alguém para distribuir e responder em tempo, mais lead só aumenta a fila perdida. Se o problema é preço, produto ou atendimento, marketing não resolve — e nenhuma proposta honesta deveria prometer isso.
Depende do canal. Mídia paga e portal produzem contato imediato, e a pergunta passa a ser de qualidade e custo. Conteúdo de bairro e perfil no Google amadurecem em meses. Some a isso o ciclo natural do setor: entre o primeiro contato e a assinatura passam semanas ou meses, e no caso da captação o proprietário pesquisa bastante antes de decidir.
Serve a que separa captação de venda e sabe descrever a integração com o seu sistema de gestão — especialização ajuda no vocabulário e nos portais, mas não substitui método. O risco da especializada é atender outra imobiliária da mesma praça: pergunte com quais concorrentes da sua região ela trabalha e trate resposta evasiva como um não.
Antes de contratar, responda três perguntas. Qual dos dois lados está travado hoje: captar imóvel ou vender o que já está na carteira? Você sabe quantos leads precisa por venda e quanto pode pagar por cada um? A proposta separa honorário, verba, integração e saída?
Se falta a segunda resposta, comece por ela: sem a conta, todo lead parece caro e todo relatório parece bom.
Quer estruturar esse processo com quem faz marketing digital para gerar demanda? Peça um plano de geração de leads.