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OpenAI testa anúncios visuais no ChatGPT e expande medição

Por Vinicius Moreira 5 min de leitura
Bloco de imagem gerada em tela escura com um cartão de anúncio identificado ao lado, separado da imagem principal
Tópicos desta notícia (8)
  1. 01O que aconteceu
  2. 02Por que isso está acontecendo
  3. 03O que isso muda para uma PME brasileira
  4. 04Onde faz sentido usar
  5. 05Riscos e limites
  6. 06O que avaliar antes de implementar
  7. 07Fontes
  8. 08Conclusão

O que aconteceu

A OpenAI anunciou um novo formato de anúncio visual no ChatGPT e a expansão das ferramentas de medição da plataforma de anúncios (comunicado oficial). O formato será testado dentro da geração de imagens: a pessoa pede uma imagem e pode ver, ao lado dela, um anúncio com produto ou serviço relacionado — sempre identificado como anúncio e separado da imagem criada.

O teste começa ainda neste mês, apenas nos Estados Unidos, com um grupo inicial de anunciantes. A empresa afirma que a publicidade não influencia as respostas do ChatGPT e que a medição ganhou novos parceiros de conversão, atribuição e experimentos de incrementalidade — entre eles Hightouch, Tealium, LiveRamp, AppsFlyer, Triple Whale, Adjust e Northbeam.

Três blocos do anúncio da OpenAI: formato visual, medição ampliada e adequação de marca
Três blocos do anúncio da OpenAI: formato visual, medição ampliada e adequação de marca

A OpenAI também informou que está desenvolvendo pilotos de avaliação de adequação de marca com DoubleVerify (DV) e Integral Ad Science (IAS), além de disponibilizar “Negative Phrases” para anunciantes qualificados evitarem contextos indesejados. O comunicado cita 1,2 bilhão de pessoas usando o ChatGPT por semana.

Por que isso está acontecendo

Anúncios são a aposta da OpenAI para sustentar os planos gratuitos e de baixo custo. O TechCrunch lembra que a empresa introduziu publicidade no início deste ano e expandiu o formato para a Índia em agosto; agora, o movimento mira anunciantes acostumados a contar histórias com imagem — o mesmo apelo que fez do Meta Ads e do Google Ads canais centrais para o varejo.

O contexto de mercado ajuda a entender o tamanho do interesse: a publicidade digital no Brasil chegou a R$ 42,7 bilhões em 2025, alta de 12,7% no ano, segundo o IAB Brasil. Quando um novo inventário publicitário aparece, com formato visual e medição própria, o mercado tende a testar — e o primeiro passo costuma ser criar familiaridade com as ferramentas de atribuição.

O que isso muda para uma PME brasileira

No curto prazo, nada muda na operação: o formato é testado apenas nos Estados Unidos e não há previsão de chegada ao Brasil divulgada até agora. O que muda é a direção — assistentes de IA estão se consolidando como superfícies de descoberta, e empresas que dependem de imagem para vender (moda, casa, alimentos, turismo, serviços com resultado visual) devem acompanhar esse canal de perto.

Na prática, três preparativos fazem sentido antes de o formato chegar: organizar os ativos visuais da marca (fotos de produto, variações de uso, materiais de catálogo), revisar a medição de conversões do site e das campanhas, e acompanhar como sua marca aparece nas respostas de IA — o que já vale para quem investe em SEO e conteúdo.

Para quem trabalha com marketing B2B ou serviços, a consequência é mais indireta: o anúncio visual tende a pressionar custos nos canais tradicionais na medida em que grandes marcas testam o novo inventário. A resposta continua sendo a mesma de qualquer canal emergente: testar com verba controlada quando estiver disponível, medindo pelo negócio — não pelo clique.

Onde faz sentido usar

  • Marcas com produto visual (moda, decoração, alimentos, turismo): o formato nasce da imagem gerada, um contexto em que a própria pessoa está imaginando um produto — a ponte entre a inspiração e o anúncio é direta;
  • Quem já anuncia em canais visuais: se você roda campanhas no Meta ou no Google com catálogo, o ChatGPT Ads entra como inventário adicional no mesmo pipeline de imagens e medição — vale montar a infraestrutura de conversão com antecedência, o que passa por tráfego pago bem medido;
  • Quem quer aparecer em respostas de IA: o usuário do ChatGPT pesquisa, compara e decide dentro da conversa; preparar marca e conteúdo para esse ambiente é trabalho de SEO e conteúdo que já dá resultado fora do anúncio;
  • Empresas de serviços locais com bom antes e depois: o visual funciona quando mostra a transformação que o serviço entrega — o formato premia quem tem esse material organizado.

Riscos e limites

Os números citados pela OpenAI sobre desempenho são preliminares e vêm de parceiros de medição ligados ao próprio lançamento — como o caso da Portland Leather, em que 93% dos visitantes vindos de anúncios no ChatGPT eram novos, segundo a Triple Whale. São sinais de interesse, não prova de resultado replicável: experimentos de incrementalidade estão, nas palavras da empresa, em estágio inicial.

Há também a questão da experiência do usuário: inserir anúncios em um assistente conversacional é um equilíbrio delicado, e material jornalístico especializado já registra preocupação com a percepção de interferência nas respostas. Os pilotos de adequação de marca, por sua vez, ainda não viraram padrão público — quem planeja investir deve tratar o formato como canal em teste, com verba separada.

O que avaliar antes de implementar

  1. Sua audiência usa assistentes de IA? Enquanto o formato não chega ao Brasil, vale pesquisar com clientes e ouvir o time comercial para saber se a descoberta por IA já aparece nas conversas;
  2. Seus ativos visuais estão organizados? O anúncio nasce da imagem; catálogo desatualizado ou foto ruim limita o resultado antes de qualquer lance;
  3. Sua medição está pronta? Conversões, atribuição e dados de CRM são o que separa teste com aprendizado de gasto sem leitura — se essa base não existe, começar por ela;
  4. Qual é o seu plano para canais de IA? Anúncio e presença orgânica no assistente são frentes complementares; tratar as duas juntas evita comprar mídia para uma marca que a IA não reconhece.
Quatro critérios para avaliar antes de testar anúncios em assistentes de IA
Quatro critérios para avaliar antes de testar anúncios em assistentes de IA

Fontes

A informação foi verificada na fonte primária e em fontes independentes; números de desempenho citados pela empresa estão atribuídos à própria OpenAI.

Conclusão

Para uma PME brasileira, a decisão prática deste anúncio não é sobre comprar anúncio no ChatGPT — ele ainda não existe por aqui. É sobre chegar preparado: ativos visuais organizados, medição confiável e presença planejada nos canais de IA. Se sua empresa quer estruturar essa base agora, a Canis trabalha IA e automação e tráfego pago conectados à operação — fale com a Canis e traga seu cenário.

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