Canis conteúdos / noticias
Menu
Falar com a Canis ↗
Notícias

Microsoft Clarity mede agentes de IA e lança Ask Clarity em beta

Por Vinicius Moreira 6 min de leitura
Ilustração vetorial chapada com o título "Clarity e os agentes": uma loja com três visitantes na porta — uma pessoa com sacolas, outra com um balão de interrogação e um robô com carrinho — e um painel escuro com linhas acima da entrada.
O Clarity passou a separar sessões de agentes de IA das sessões humanas; o painel Agent Activity mostra o que cada uma registrou no site.
Tópicos desta notícia (8)
  1. 01O que a Microsoft lançou no Clarity em 4 de novembro
  2. 02O que o Agent Activity mostra — e o que ele não prova
  3. 03O número que circula: 25,21% das sessões de agente têm checkout
  4. 04Ask Clarity e Brand Agents: o que abre agora
  5. 05O que isso muda para a PME brasileira
  6. 06Riscos e limites
  7. 07Fontes
  8. 08O que fazer agora

A Microsoft liberou nesta quarta-feira (4) três frentes do Microsoft Clarity: o Agentic Analytics, que mostra o que agentes de IA fazem nos sites; a expansão do Brand Agents para o Copilot, o Bing e o MSN e para negócios locais; e o Ask Clarity, que responde perguntas sobre o comportamento dos visitantes. O anúncio está no blog oficial do Clarity.

O que a Microsoft lançou no Clarity em 4 de novembro

O Agentic Analytics é a frente principal. O painel Agent Activity mostra como o tráfego de agentes muda ao longo do tempo, quais agentes visitam o site e o que fazem depois de chegar: busca, envio de formulário, login, download, agendamento e checkout. Para comércio e viagens há simulações, que testam se o agente conclui a tarefa, quanto tempo levou e onde a experiência trava. O painel está disponível para projetos que já recebem tráfego de agentes.

O Brand Agents agora leva produtos de lojistas em WooCommerce e Shopify ao Copilot, ao Bing e ao MSN e atende negócios locais com agendamento; a página do produto lista Shopify, WooCommerce e WordPress como plataformas.

O Clarity segue gratuito, sem limite de tráfego e com todos os recursos liberados, segundo a página de preços.

O que o Agent Activity mostra — e o que ele não prova

A base do painel são os Smart Events: eventos que o Clarity registra a partir de sinais da página, como checkout, envio de formulário, agendamento, busca, login e download. A comparação entre sessões com agente e sessões humanas usa a presença desses eventos, não um funil montado passo a passo.

Não é o mesmo que o Bot Activity, que já existia. Ele olha registros do servidor e mostra quais robôs pedem páginas ao site, sem indicar que o conteúdo foi recuperado ou citado em respostas de IA (Microsoft Learn). O Agent Activity olha a sessão no navegador, com o agente carregando páginas como um visitante.

Há um limite declarado pela Microsoft: a sessão classificada como agêntica pode incluir um handoff humano, e o Clarity ainda não separa a parte do agente da parte da pessoa. O painel mostra atividade registrada em sessões que envolveram agentes — não necessariamente o que o agente fez sozinho.

O número que circula: 25,21% das sessões de agente têm checkout

O estudo divulgado em 29 de outubro analisou 5,23 milhões de sessões agênticas em 230.511 projetos do Clarity, entre 13 de agosto e 9 de setembro de 2026, com agentes da OpenAI, do Google e da Anthropic. O checkout apareceu em 25,21% das sessões com agente, contra 14,65% das humanas; o clique de saída foi mais comum entre pessoas (26,99% contra 14,28%) e o agendamento ficou em 8,42% (estudo completo).

A PPC Land refez a conta: dividindo cada contagem pela porcentagem correspondente, a base é de cerca de 1,22 milhão de sessões, não os 5,2 milhões do título — e ao menos 78% das sessões agênticas não registraram nenhum dos dez eventos mais comuns. O estudo não descreve como os agentes foram detectados, e checkout não é pedido concluído: entre pessoas, o checkout aparece em 14,65% das sessões e o pedido concluído em 1,79% (análise da PPC Land).

Ou seja: o número mede em quantas sessões com agente o checkout foi registrado, dentro de uma base que a Microsoft não detalha. Não é taxa de conversão dos agentes, nem prova de compra autônoma.

Cartão escuro com o título "O que o número não prova" e quatro itens curtos marcados por check.
Cartão escuro com o título “O que o número não prova” e quatro itens curtos marcados por check.

Ask Clarity e Brand Agents: o que abre agora

O Ask Clarity responde em linguagem natural com base nas gravações: no exemplo do anúncio, testa se o preço explica a baixa conversão de um público e encontra outra causa, como páginas não traduzidas. A Microsoft cita 88% de participantes do acesso antecipado que descobriram algo novo — uma amostra de 16 pessoas. O recurso está em beta fechado para varejistas, com lista de espera.

No Brand Agents, quem já usa o recurso em Shopify ou WooCommerce não precisa subir o catálogo de novo: a configuração existente passa a alimentar a descoberta no Copilot, no Bing e no MSN, com a opção de dispensar o widget no site. Para negócio local, o agente identifica o serviço e oferece horário. O produto segue em beta, sem detalhe de cobertura por país nem de preço após os testes.

O que isso muda para a PME brasileira

Medição: se o site recebe visitas de assistentes, o Clarity passa a dizer quais agentes chegaram e o que registraram — desde que o projeto tenha tráfego agêntico detectado. Instalar é gratuito, mas painel vazio não prova ausência de agentes.

Preparo: agentes erram em pontos previsíveis, como preço escondido, estoque que só aparece no fim, frete calculado depois do login e política de troca ausente. Quem quer ser escolhido precisa deixar isso explícito e o caminho de compra curto; o handoff humano tende a aparecer como abandono no meio do funil.

Calendário: o Ask Clarity está fechado, o Brand Agents está em beta e a descoberta no Copilot depende de mercados que a Microsoft não detalha. Para a maioria das PMEs, o uso prático hoje é medir o próprio tráfego e arrumar a casa.

Gratuidade: a Microsoft afirma que o Clarity está pronto para GDPR e CCPA e não compartilha dados com terceiros, mas declara na página de preços que usa dados anônimos para melhorar seus modelos — o que reforça a necessidade de política de privacidade e consentimento em dia.

Riscos e limites

O risco mais imediato é interpretativo. O próprio Clarity descreve os eventos automáticos como inferidos de texto de botão e padrões de interação, com menor precisão e falsos positivos; com o handoff humano, o painel serve para levantar hipóteses, não para fechar a conta de quanto os agentes venderam.

O segundo é de base: o estudo não explica a diferença entre a base de 1,22 milhão de sessões e os 5,2 milhões da manchete, nem o método de detecção dos agentes.

O terceiro é de dependência: a descoberta do Brand Agents acontece dentro das experiências da Microsoft, e o Ask Clarity chega primeiro à lista de espera. É uma camada a mais no ecossistema da empresa, não um canal independente.

Fontes

O que fazer agora

Se o site já recebe visitas de assistentes, o primeiro passo é instalar o Clarity e olhar o Agent Activity antes de mexer em orçamento ou conteúdo: o dado do próprio site vale mais do que o número agregado do estudo. Depois, teste o funil com um agente de verdade e veja onde ele trava — login, frete, pagamento, agendamento.

Cartão escuro com quatro etapas numeradas de verificação no site.
Cartão escuro com quatro etapas numeradas de verificação no site.

Quer saber o que medir primeiro no seu site? A Canis monta a camada de medição e o plano de conteúdo para receber tráfego de busca e de assistentes sem depender de um único canal. Conheça o serviço de SEO da Canis →

Canis · Diagnóstico

Início da conversa