Desenvolvimento
Quanto custa um site: o que muda o preço
Faixas de mercado para criar um site, os fatores que realmente movem o preço, o que costuma ficar fora do orçamento e como comparar duas propostas.
Ler conteúdo →Quanto custa criar um aplicativo em 2026: faixas por perfil de projeto, o que muda entre MVP e produto completo, o custo mensal e como comparar orçamentos.
Aplicativo sob medida no Brasil em 2026 vai de R$ 8 mil, num MVP ou aplicativo web enxuto, a mais de R$ 1 milhão numa plataforma completa. O que define a faixa não é a quantidade de telas: é o escopo — quantos perfis de usuário existem, o que cada um faz e quantas integrações entram no projeto.
As faixas abaixo são valores publicados por fornecedores do setor em 2026 — referência de mercado, não proposta: orçamento real só existe depois do escopo fechado.
| Perfil do projeto | Faixa publicada | Prazo publicado | Fontes |
|---|---|---|---|
| MVP, aplicativo simples ou aplicativo web (PWA) | R$ 8 mil a R$ 80 mil | 3 semanas a 4 meses | Lucas Pinheiro, Growdev |
| Aplicativo médio: login, pagamento, painel e integrações | R$ 20 mil a R$ 300 mil | 6 semanas a 8 meses | Lucas Pinheiro, Agence, Growdev |
| Plataforma, marketplace ou fintech | R$ 60 mil a mais de R$ 1 milhão | 3 a 14 meses | Lucas Pinheiro, Inove Dados, Growdev, Agence |

Fornecedores que só fazem projeto sob medida citam piso mais alto: a Inove Dados coloca os projetos sérios a partir de cerca de R$ 80 mil, valor que inclui planejamento antes do código, testes desde o início e suporte após o lançamento.
No-code e low-code aparecem entre R$ 8 mil e R$ 38 mil, ou de R$ 50 a R$ 250 por mês em plataformas de assinatura (Shinier, Hostinger). Funciona para validar uma ideia; trava quando o aplicativo precisa de integração própria ou de dado sensível.
Quem pesquisa quanto custa para fazer um aplicativo encontra a mesma resposta: a faixa acompanha as funções e integrações descritas no escopo.
MVP é a menor versão que resolve um problema real para um usuário real: uma função central, um ou dois perfis, nenhuma integração paga. Produto completo sustenta a operação: vários perfis com permissões diferentes, regras de negócio, relatórios e integrações com os sistemas que a empresa já usa.
| Item | MVP | Produto completo |
|---|---|---|
| Perfis de usuário | um ou dois | vários, com permissões diferentes |
| Funções | a função central bem resolvida | regras de negócio, notificações, histórico |
| Integrações | nenhuma, ou uma já pronta | pagamento, ERP, CRM e mapas |
| Painel administrativo | consulta simples | relatórios, permissões e auditoria |
| Faixa publicada | R$ 8 mil a R$ 80 mil | de R$ 60 mil para cima |
A diferença não é capricho de fornecedor: cada item da coluna da direita é trabalho novo de construção e de teste. A Shinier atribui estouros de orçamento a requisitos vagos definidos antes de entender o que o aplicativo precisa fazer.
Preço de aplicativo se move por sete fatores: funcionalidades, integrações, perfis de usuário, abordagem técnica, design, prazo e exigências de segurança. Cada um soma horas de construção e de teste.
Escopo bem escrito é o que transforma esses fatores em orçamento comparável — a Canis detalha isso em como o desenvolvimento de aplicativo define o escopo antes do orçamento.
Nativo exige um código para Android e outro para iOS, e cobra por isso. Híbrido usa um único código para as duas plataformas e cobre a maioria dos aplicativos comerciais. Aplicativo web dispensa loja e instalação, com menos acesso aos recursos do aparelho.
| Abordagem | Efeito no custo | Quando faz sentido |
|---|---|---|
| Nativo (Swift, Kotlin) | esforço maior: uma versão por sistema | câmera, sensores e desempenho crítico |
| Híbrido (React Native, Flutter) | uma equipe para as duas plataformas | maioria dos aplicativos comerciais |
| Aplicativo web (PWA) | dispensa loja e instalação | catálogo, portal e ferramenta interna |
A escolha é do uso: hardware intenso tende a justificar o nativo, e chegar rápido às duas lojas tende a ficar no híbrido (Inove Dados).
O custo não termina na entrega. Manutenção aparece a partir de R$ 2.000 por mês e hospedagem entre R$ 200 e R$ 12.000 por mês, segundo valores publicados pela Shinier. Contas de loja somam por fora: US$ 99 por ano na Apple e US$ 25 uma única vez no Google Play.
Só manutenção e hospedagem nos valores mais baixos somam R$ 26.400 no primeiro ano (R$ 2.200 por mês, conta a partir dos valores da Shinier) — fora o desenvolvimento. É essa soma que quase nunca aparece na comparação entre propostas.
Duas condições das fontes oficiais são esquecidas:
Manutenção, hospedagem e evolução entram no orçamento desde o primeiro mês — quem apresenta isso junto é quem vai sustentar o aplicativo depois.

O mesmo aplicativo custa diferente conforme o uso. Ferramenta interna, aplicativo de vendas com entrega e aplicativo de transporte pesam em pontos distintos do orçamento.
Fica na faixa mais baixa: poucos perfis, uso interno e nenhuma necessidade de estar nas lojas. Um aplicativo de controle de estoque foi entregue pela Agence por cerca de R$ 75 mil em dez semanas. Em muitos casos o caminho certo não é aplicativo, e sim um sistema sob medida no navegador.
Sobe de faixa pelas integrações: pagamento, catálogo, rastreamento de pedido e painel administrativo. A Agence relata um projeto de delivery por aproximadamente R$ 200 mil em cinco meses.
É o caso mais caro: geolocalização em tempo real, cálculo de rota, pagamento e dois aplicativos (motorista e passageiro) sobre o mesmo sistema. Cai na faixa de plataforma.
Orçamento comparável vem de escopo comparável. Nove itens precisam estar na proposta antes de você colocar dois valores lado a lado.

Com dois escopos diferentes na mão, você não tem duas propostas: tem dois projetos distintos com preços que não se comparam.
Projetos com uma função central, um ou dois perfis e nenhuma integração paga aparecem entre R$ 8 mil e R$ 80 mil, com prazo de três semanas a quatro meses, segundo valores publicados pela Lucas Pinheiro e pela Growdev. Quando entram pagamento e painel administrativo, a faixa muda.
Aplicativos com pagamento, rastreamento e dois perfis tendem a cair na faixa de R$ 60 mil para cima: um projeto de delivery foi relatado pela Agence por cerca de R$ 200 mil em cinco meses. Transporte e mobilidade somam geolocalização em tempo real e ficam acima disso.
Manutenção aparece a partir de R$ 2.000 por mês e hospedagem entre R$ 200 e R$ 12.000 por mês (Shinier). Somando os valores mais baixos, são R$ 26.400 no primeiro ano, antes de qualquer evolução de versão.
Quase sempre são escopos diferentes: perfis, integrações, telas e prazo mudam o esforço de construção e teste. Sem a lista do que entra na primeira versão, não dá para saber se o valor menor cobre o mesmo trabalho ou apenas menos funcionalidades.
A Apple cobra US$ 99 por ano de associação ao Apple Developer Program, com isenção prevista para organizações sem fins lucrativos, instituições de ensino e entidades governamentais. O Google Play cobra uma taxa única de US$ 25 no registro da conta.
O número só fica confiável com o escopo no papel: quais funções entram na primeira versão, quem usa e com quais sistemas o aplicativo precisa conversar. Só então a faixa vira estimativa do seu projeto. Se você já tem a ideia descrita, fale com a equipe de desenvolvimento de aplicativos e receba uma estimativa ajustada ao escopo — cada projeto é analisado caso a caso, sem faixa de tabela. Se a dúvida for sobre a outra ponta do projeto digital, quanto custa um site responde pela mesma lógica: faixa de mercado, o que muda o preço e o que fica fora do orçamento.