Desenvolvimento
Criação de site: o que definir antes de contratar
O que precisa estar definido antes de contratar a criação do site da sua empresa, quando o construtor deixa de dar conta e o que exigir no orçamento.
Ler conteúdo →O que uma auditoria de SEO examina, em que ordem, o que exigir no relatório e como comparar duas propostas antes de contratar.
Auditoria de SEO é o diagnóstico do que impede um site de ser rastreado, indexado, escolhido e citado, com evidência item a item e ordem de correção. Ela não é o relatório automático de uma ferramenta, não garante posição e não termina no dia em que é entregue.
A confusão mais comum é comprar uma auditoria e receber a exportação de um rastreador: centenas de alertas e uma nota de saúde do site. O Google é explícito ao dizer que ferramentas de terceiros não têm acesso aos dados internos de classificação e não podem garantir desempenho (Orientações sobre ferramentas e conselhos de SEO de terceiros, atualizada em 10/06/2026). A ferramenta enxerga sinais. Ela não sabe qual página vende, qual consulta traz receita e qual correção vem primeiro — essa tradução é o trabalho.
O que a auditoria entrega: retrato do estado atual com data, lista de problemas com prova, prioridade e especificação para quem corrige. O que ela não entrega: primeira posição, prazo de resultado ou uma nota única que diga se o site está bom.
A ordem é técnica e não negociável: primeiro acesso e indexação, depois renderização, arquitetura e conteúdo, por fim autoridade e experiência. Corrigir conteúdo em página que o Googlebot não alcança é trabalho perdido.
O Google só indexa página acessível ao rastreador, que responde com código 200 e tem conteúdo indexável; cumprir esses três requisitos qualifica a página para indexação, não garante que ela será indexada (Requisitos técnicos da Pesquisa Google, atualizado em 18/12/2025). É por isso que a auditoria começa pelo acesso: um arquivo de regras mal configurado, uma diretiva noindex esquecida ou um firewall bloqueando o rastreador anulam qualquer ajuste de título ou de link interno feito depois.

| Frente | O que se verifica | Onde olhar | O que invalida a conclusão |
|---|---|---|---|
| Acesso e rastreamento | arquivo de regras, sitemap e bloqueios de CDN | Inspeção de URL e relatório de rastreamento | conclusão tirada só do sitemap |
| Indexação | páginas importantes fora do índice e canônicas conflitantes | Relatório de indexação de páginas | tratar toda URL cinza como erro |
| Renderização | conteúdo e links que só existem depois do JavaScript | página renderizada comparada ao HTML | ler apenas o código-fonte |
| Arquitetura | profundidade de clique, páginas órfãs e links internos | rastreador e mapa de links | contar links sem olhar para onde vão |
| Conteúdo | intenção, canibalização, títulos e hierarquia | busca interna e Search Console | medir densidade de palavra-chave |
| Autoridade | perfil de links, âncoras e domínios de referência | ferramenta de backlinks | comparar volume bruto de links |
| Experiência | LCP, INP e CLS no 75º percentil | relatório de Core Web Vitals | usar dado de laboratório como campo |
Sobre o último item: os limites publicados são LCP de até 2,5 segundos, INP de até 200 milissegundos e CLS de até 0,1, medidos no 75º percentil (Web Vitals, atualizado em 31/10/2024). Número de laboratório ajuda a diagnosticar, mas quem define se a página passa é o dado de campo. A estrutura que essa ordem examina está detalhada em site otimizado para o Google.
Há uma condição de porte. Para site com menos de 500 páginas, a própria ajuda do Search Console recomenda começar pela busca site: para conferir as páginas principais, em vez de abrir o relatório completo de indexação (Relatório de indexação de páginas).
Cada apontamento tem de ser reproduzível por outra pessoa: a URL de exemplo, a evidência, a regra ferida, o efeito esperado e o esforço de correção. Sem isso, o achado não é verificável — é opinião com fonte.
Cinco elementos por achado:
Além dos achados, três peças separam um relatório útil de um PDF bonito: a linha de base com data (cliques, impressões, páginas indexadas, Core Web Vitals e contatos antes de qualquer mudança), a fila priorizada por impacto, esforço e dependência, e a checagem posterior, que marca cada item como resolvido, parcial ou pendente.
Um cuidado que separa auditoria de auditoria: URLs fora do índice não são, por definição, um problema. A documentação lembra que cópias, versões alternativas e páginas removidas sem substituta podem ficar de fora por um bom motivo (Relatório de indexação de páginas). Relatório que trata toda página cinza como erro infla o escopo e esconde o que importa.
Compare seis pontos, nesta ordem: escopo declarado, evidência por achado, critério de priorização, quem executa a correção, acesso exigido e fechamento. A proposta que não declara esses pontos não é comparável — é uma promessa.
| Critério | Frase vaga | O que uma proposta verificável diz |
|---|---|---|
| Escopo | “auditoria completa do site” | quantos modelos de página, quantas URLs e o que fica fora |
| Evidência | “relatório com todos os erros” | cada achado traz URL, captura e regra ferida |
| Prioridade | “organizado por severidade” | critério explícito de impacto, esforço e dependência |
| Execução | “apontamos as correções” | quem implementa, com qual time e em que prazo |
| Acesso | “precisamos de acesso ao site” | acesso de leitura ao Search Console e ao Analytics |
| Fechamento | “entrega final” | checagem dos itens corrigidos depois da implementação |

Sinais de alerta que dispensam análise longa:
O diagnóstico rápido diz onde está o maior problema; a auditoria entrega o mapa completo com prioridade; a consultoria acompanha a execução ao longo do tempo. Trocar um pelo outro é o erro mais caro da contratação.
Se a dúvida é se o site aparece, o diagnóstico responde antes de qualquer projeto maior. Se a dúvida é por que o tráfego caiu e o que corrigir primeiro, é auditoria. Se a equipe interna já sabe o que fazer e precisa de direção contínua, é consultoria de SEO, que trata do formato recorrente e de quando ele compensa.
Formatos diferentes não se comparam pelo mesmo critério de sucesso: uma auditoria pontual e uma consultoria de seis meses têm escopos distintos.
Relatório sem dono e sem prazo vira arquivo. A auditoria termina quando cada item crítico tem responsável, data e forma de verificação — e quando o que não será corrigido agora está escrito com o motivo.
Na prática, a equipe interna consegue executar o que é interno à página — título, meta descrição, links internos e ajustes de conteúdo, que são o escopo do SEO on-page. Correção que mexe em renderização, arquitetura, redirecionamento em massa ou dados estruturados costuma exigir decisão técnica e acompanhamento. Se a lista crítica depende desse segundo grupo, o caminho é o diagnóstico de SEO da Canis, que separa o que é correção pontual do que é trabalho contínuo e devolve a fila com critério de aceite.
Não. A auditoria é um projeto com começo e fim: examina o site, aponta problemas com evidência e entrega prioridade. A consultoria é acompanhamento recorrente de estratégia e decisão. É comum contratar a auditoria primeiro e a consultoria depois, para conduzir o que foi apontado.
Não. Nesta etapa basta acesso de leitura ao Search Console — a orientação do Google é conceder apenas leitura durante a auditoria e não dar acesso de gravação. Acesso de escrita só faz sentido para quem vai executar mudanças no site ou no perfil.
Resolve a triagem, não a decisão. A ferramenta lista alertas e mostra sinais; ela não sabe qual página traz receita, não prioriza por impacto de negócio e não tem acesso aos dados internos de classificação do Google. Serve para começar e para conferir depois.
Depende do porte do site, da plataforma e do acesso aos dados — não existe prazo único. O que a proposta precisa declarar é o número de modelos de página, o que está fora do escopo e a data de entrega; sem isso, o prazo é uma estimativa sem base.