SEO
Auditoria de SEO: o que é avaliado e como comparar propostas
O que uma auditoria de SEO examina, em que ordem, o que exigir no relatório e como comparar duas propostas antes de contratar.
Ler conteúdo →Um checklist de SEO on-page na ordem em que a página é corrigida: título, estrutura, links, imagens e canônica — com exemplo antes e depois.
SEO on-page é o conjunto de ajustes feitos dentro de uma página para que ela responda à busca e seja fácil de ler: título, estrutura de headings, conteúdo, links internos, imagens e canônica. É diferente de SEO técnico, que cuida do site inteiro, e de off-page, que cuida dos links de fora.
A confusão comum é tratar on-page como sinônimo de SEO. Não é. O técnico resolve rastreamento, indexação e arquitetura; o off-page constrói autoridade com links externos; o on-page decide o que a página diz e como ela se organiza. Uma página com texto bom em um site bloqueado não aparece; um site tecnicamente perfeito com página vaga também não convence.
Este artigo trata a página como unidade de trabalho. Para a estrutura do site — rastreamento, indexação, URLs e arquitetura — o caminho é site otimizado para o Google. Para entender o que é SEO antes de decidir o que exigir de um serviço, otimização para motores de busca. E se você quer o mapa do cluster, comece pelos conteúdos de SEO.
O Google não garante que vai rastrear, indexar ou exibir a página, mesmo que ela siga as práticas recomendadas (Guia de SEO para iniciantes). Isso vale para qualquer checklist: on-page aumenta a chance de a página ser entendida e escolhida, não fecha o resultado.
Comece pelas páginas que já têm demanda e intenção comercial: páginas de serviço, páginas com impressões e poucos cliques e páginas cujo título promete algo que o texto não entrega. Corrigir o blog inteiro antes disso é trabalho sem retorno.
Três sinais indicam onde o ajuste rende mais. O primeiro é a página de serviço: é onde a decisão de compra acontece e onde uma melhoria de título costuma mudar a taxa de clique. O segundo é a página que aparece e não é clicada: ela já provou que o Google a considera relevante para alguma consulta, mas o resultado não convence. O terceiro é a página cujo título promete uma coisa e o texto entrega outra — sinal de intenção desalinhada.
| Sinal | Onde ver | Decisão |
|---|---|---|
| Página de serviço ou produto | menu, sitemap e aba Páginas do Search Console | corrigir primeiro: é onde a decisão de compra acontece |
| Impressões sem clique | Search Console, consulta e página | título e resumo não estão convencendo |
| Título e conteúdo desalinhados | leitura da página | trocar o recorte antes de reescrever o corpo |
O que não priorizar: página sem demanda, texto de arquivo que ninguém busca, categoria e tag. Não porque sejam ruins, mas porque competem por tempo com o que traz conversa. Quem tem equipe pequena e precisa decidir o que fica para depois encontra o critério em SEO para pequenas empresas.

Antes de mexer em palavra-chave, confira se a página entrega o que o título promete. Se o título diz “preço” e o texto explica “o que é”, a página perde o clique ou perde a confiança — e nenhum ajuste de heading conserta isso.
Abra a busca principal da página e olhe quem está no topo. Se o resultado é dominado por páginas de serviço, o leitor quer contratar; se é dominado por artigos, quer entender. A sua página precisa estar no formato da intenção dominante, não no formato que você gostaria de oferecer.
As quatro intenções, em uma frase cada: informacional é aprender; navegacional é achar algo conhecido; comercial é comparar antes de comprar; transacional é contratar. A página não precisa ser tudo — precisa ser coerente com a intenção principal.
Faça o teste de um minuto: leia só o título e os H2, como se fosse o resultado no Google. Um leitor entenderia o que vai encontrar? Se a resposta for não, o problema é de intenção, não de densidade de palavra-chave. Mude o título e o recorte antes de reescrever o corpo; reescrever duas mil palavras para a intenção errada é o retrabalho mais caro do on-page.
O título da página é o texto que o Google usa como link de título e o primeiro sinal de relevância para quem busca. Ele precisa ser descritivo, conciso e exclusivo da página — não um espaço para empilhar palavras-chave.
A Central da Pesquisa Google recomenda que cada página tenha um título próprio no elemento <title>, escrito de forma descritiva e concisa, e avisa que não há limite para o tamanho de um elemento <title>, mas o link de título é truncado nos resultados da Pesquisa Google conforme necessário (Como influenciar os links de título). O limite prático não é uma regra de número de caracteres: é o que cabe na tela.
A mesma documentação pede para evitar excesso de palavras-chave e texto padronizado repetido em todas as páginas. Um título como “SEO, SEO on-page, otimização SEO” parece spam para quem lê e não diferencia a página de outras.
<title> e H1 não são a mesma coisa. O H1 é o título visível na página; o <title> é o que aparece no resultado. O Google pode usar os dois — e outros sinais — para montar o link de título. O ideal é que contem a mesma história, com o <title> mais curto.
Dois exemplos de reescrita, sem inventar resultado: “Serviços” vira “Instalação de ar-condicionado em apartamentos”; “Blog” vira “Como escolher o BTU do ar-condicionado”. O que não fazer: repetir a marca em todas as páginas, usar “melhor” ou “completo” sem que a página entregue e escrever para preencher espaço em vez de responder à busca.
H1 e H2 existem para organizar a leitura, e o Google usa o título visual principal e os cabeçalhos como fontes para entender a página. Uma página com um H1 claro e H2 que respondem a perguntas é mais fácil de ler e de resumir do que uma parede de texto com negrito.
Adote um H1 por página como padrão editorial. Não porque o Google publique uma regra de que múltiplos H1 penalizam — ele não publica isso —, mas porque um título principal claro evita a página com três “títulos” competindo.
O teste do índice: leia só os H2. Eles contam a história da página? Cada H2 deve corresponder a uma pergunta ou a um passo, não a um rótulo vazio como “Introdução” ou “Considerações finais”. Não transforme todo H2 em pergunta por estética: use pergunta quando a seção responde uma.
Os headings também alimentam o resumo que aparece na busca e os links diretos para trechos da página. Um H2 específico, como “quanto custa instalar”, é mais fácil de citar do que um genérico, como “preços”.
A página não precisa de mais palavras; precisa das palavras que respondem ao que falta. Compare o que ela cobre com as perguntas da busca e acrescente só o que muda a decisão do leitor.
Faça o mapa de lacunas em três passos: liste os H2 dos três primeiros resultados da busca principal; marque o que a sua página não tem; decida se falta informação ou só palavra. Se falta informação, escreva a seção. Se falta palavra, não escreva.
A Central da Pesquisa Google recomenda concentrar o trabalho em conteúdo que priorize as pessoas, e não feito apenas para subir na classificação dos mecanismos de pesquisa (Como criar conteúdo útil). Na prática, isso significa responder à pergunta antes de vender e não repetir a mesma resposta com sinônimos para parecer mais longo.
Duas armadilhas: inflar para bater meta de palavras e usar o texto para segurar o leitor. Nenhuma das duas melhora a página. O teste de utilidade é simples: depois de ler, o leitor consegue executar alguma coisa? Se não, o problema é de conteúdo, não de extensão.
Link interno é caminho de rastreamento e de contexto. A página precisa de links para ela, vindos de páginas relevantes, e dela para páginas que completam a resposta — com texto âncora que descreve o destino.
A documentação de links do Google é direta: geralmente, o Google só consegue rastrear um link quando ele é um elemento HTML <a> com atributo href; o texto âncora informa às pessoas e ao Google algo sobre a página vinculada, e “Clique aqui” é o exemplo ruim da própria documentação (Práticas recomendadas de links).
Escolha de dois a quatro links de saída por página, nos pontos em que a resposta depende de outro conteúdo. Neste artigo, o cluster funciona assim: esta página linka o pai e os irmãos; o pai linka os filhos. Link no rodapé como única entrada não ajuda nem o leitor nem o rastreador.
O que não fazer: linkar página que ainda não foi publicada, usar âncora genérica, encher o primeiro parágrafo de links e tratar link interno como link building. Link externo é off-page e vem depois — o assunto está em link building e backlinks.
A imagem entra na página por três motivos: explicar algo, quebrar o texto e aparecer na busca de imagens. O atributo que mais ajuda é o texto alternativo descritivo; nome de arquivo genérico e imagem pesada desperdiçam a chance.
A Central da Pesquisa Google diz que o atributo mais importante para incluir mais metadados em uma imagem é o texto alternativo, que descreve a imagem e melhora a acessibilidade; e que o Google não indexa imagens CSS — use <img> com alt (Práticas de SEO para imagens).
Padrão de alt: descreva a informação que a imagem carrega. “Instalação de split na parede de uma sala” é melhor que “imagem de ar-condicionado” e muito melhor que uma lista de palavras-chave. Se a imagem é decorativa, alt vazio é aceitável; se ela é conteúdo, precisa de descrição.
Nome de arquivo curto e descritivo ajuda um pouco: split-instalado-sala.jpg em vez de IMG_0421.JPG. Peso e formato (JPEG, PNG ou WebP, com compressão) fazem parte da experiência da página — imagem pesada atrasa o carregamento, e o teste é abrir a página no celular.
A canônica serve para dizer ao Google qual URL é a preferida quando o mesmo conteúdo responde em mais de um endereço — com parâmetro, sem www, em HTTP e HTTPS. Na maioria das páginas, não é necessária: o Google escolhe sozinho.
A documentação lista três métodos, em ordem de força: redirecionamento, anotação rel="canonical" e inclusão no sitemap. E diz que nenhum deles é necessário na maioria dos casos, porque o Google identifica a versão que deve mostrar (Como especificar um URL canônico).
Quando usar: página de serviço com versão antiga ainda acessível, URL com parâmetros de campanha, conteúdo publicado em dois endereços. Regras que evitam erro: a canônica deve apontar para si mesma na página canônica; use caminho absoluto; não use robots.txt para canonizar; não use noindex para escolher canônica; não aponte canônicas diferentes para a mesma página.
Quando não há duplicata, a decisão correta é não fazer nada — e isso não é omissão. Canônica conflitante em escala, muitas páginas duplicadas e migração de domínio são casos de especialista: o custo de testar e errar é maior que o de uma avaliação.
O Search Console mostra cliques, impressões, CTR e posição média por página, e é a forma mais direta de saber se a correção funcionou. Compare 28 dias com os 28 anteriores; se a página não se move depois de algumas semanas, o problema pode não ser on-page.
A visualização padrão do relatório cobre os últimos três meses, e os dados recentes podem ser preliminares; os totais do gráfico também podem divergir da tabela por causa da agregação (Relatório de Performance).
Leitura mínima: aba Páginas, filtro de 28 dias, comparação com o período anterior. Olhe impressões primeiro (a página passou a aparecer?) e cliques depois (o título passou a convencer?). Se as impressões sobem e os cliques não, o problema é de título e resumo; se nada sobe, o problema pode ser indexação, concorrência ou autoridade.
Critério de parada: algumas semanas sem mudança em impressões após corrigir título e estrutura significam que o gargalo é outro. Não siga editando por editar. Quando a leitura não fecha, consultoria de SEO é o caminho para separar execução de diagnóstico.

Numa página de serviço de instalação de ar-condicionado, o ajuste de maior retorno não é reescrever o texto: é trocar o título genérico por um que diga o serviço e o contexto, transformar os H2 em perguntas que o cliente faz e ligar a página ao artigo que explica o preço.
Este é um exemplo ilustrativo, sem cliente, número ou resultado real. A página existe, mas o “depois” é uma proposta de edição, não um caso publicado.
| Elemento | Antes | Depois | Por que |
|---|---|---|---|
<title> | “Serviços” | “Instalação de ar-condicionado em apartamentos” | diz o serviço e o contexto |
| H1 | “Nossos serviços” | “Instalação de ar-condicionado” | título principal claro; acompanha o <title> |
| H2 | “Sobre nós”, “Contato” | “Quanto custa instalar”, “Quanto tempo leva” | responde às perguntas reais |
| Link interno | nenhum | link para o artigo de manutenção e para o pai | completa a resposta |
| Imagem | IMG_0421.JPG sem alt | split-instalado-sala.jpg com alt descritivo | busca de imagens e acessibilidade |
| Canônica | nenhuma | nenhuma (não há duplicata) | não inventar problema |

O tempo: 20 minutos para uma página, não para o site. O que não cabe em 20 minutos é conteúdo novo e auditoria técnica — e é aí que a próxima seção importa.
Título, headings, conteúdo, links internos, alt e leitura do Search Console são trabalho de quem conhece o negócio — não exigem código. Exigem especialista indexação, canônica conflitante em escala, migração, JavaScript que esconde conteúdo e queda brusca de tráfego sem causa visível.
Faz em casa: reescrever título e H2, completar lacunas de conteúdo, escolher links internos, descrever imagens e ler o relatório por página. Chama quem sabe: quando a página não é indexada, quando há muitas URLs duplicadas, quando o site mudou de endereço ou de CMS, quando o conteúdo não aparece para o Google mesmo estando publicado.
Critério de corte: se o problema é de conteúdo e escolha, dá para fazer; se é de rastreamento, estrutura ou diagnóstico, tentativa e erro custa mais caro que uma avaliação. Leve para a conversa a URL, a consulta principal, o que já foi corrigido e o que o Search Console mostra — isso encurta a descoberta.
O próximo passo honesto é avaliação de SEO para a sua empresa; o CTA do fecho repete o convite.

Não. On-page é o que está na página — título, headings, conteúdo, links internos, imagens e canônica. Técnico é o que sustenta o site inteiro: rastreamento, indexação, arquitetura e velocidade. Os dois se complementam: uma página boa em um site bloqueado não aparece, e um site tecnicamente perfeito com página vaga também não convence.
O H1 é o título visível na página; o <title> é o que aparece no resultado da busca. Podem ser iguais ou próximos, mas o <title> costuma ser mais curto porque é truncado conforme a largura da tela. O importante é que os dois contem a mesma história.
Não há limite oficial. O Google trunca o link de título e o resumo conforme a largura do dispositivo, então o critério é ser descritivo e conciso — não existe número mágico de caracteres que garanta exibição completa.
Não. A canônica só importa quando o mesmo conteúdo responde em mais de um endereço (com parâmetro, sem www, em HTTP e HTTPS). Na maioria das páginas, o Google escolhe sozinho; incluir uma canônica errada cria problema que não existia.
O Google diz que algumas mudanças levam horas e outras podem demorar vários meses, e recomenda esperar algumas semanas para avaliar (Guia de SEO para iniciantes). Não há prazo garantido: depende da concorrência, da base do site e do quanto a página já aparecia.
A página que rende não é a que tem mais palavras: é a que responde à busca, é fácil de ler e aponta para o próximo passo. A ordem é intenção, título, estrutura, conteúdo, links, imagens, canônica e medição — e parar quando o ganho não aparece.
O que é execução de página se resolve com critério; o que é rastreamento, estrutura ou queda de tráfego precisa de avaliação. Se o seu caso é o segundo, fale com a Canis: avaliação de SEO para a sua empresa. Sem promessa de posição ou prazo — com diagnóstico do que está travando.