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Gemini Omni 1.2 Flash: 15 segundos de vídeo por US$ 1,05

Por Vinicius Moreira 6 min de leitura
Ilustração vetorial chapada de um celular em um tripé filmando um produto, com um balão de conversa acima e uma tira de filme saindo da tela.
Ilustração: Canis Marketing. Produção de vídeo de produto por conversa.
Tópicos desta notícia (6)
  1. 01O que o Google lançou
  2. 02Quanto custa um clipe de 15 segundos
  3. 03O que isso muda na produção de anúncio
  4. 04Onde o modelo ainda trava
  5. 05Fontes
  6. 06O que fazer agora

O Google lançou nesta quinta-feira (5) o Gemini Omni 1.2 Flash, a versão do seu modelo de vídeo que passa a gerar clipes nativos de até 15 segundos — antes eram 10 — e custa US$ 0,07 por segundo de vídeo em 720p, 30% menos que a versão anterior. O modelo também deixou de ser preview: é a primeira vez que o Gemini Omni aparece em disponibilidade geral, na Gemini API e no Gemini for business.

Para quem produz anúncio, o número que importa não é o preço por segundo, e sim o preço por peça. Um clipe de 15 segundos em 720p sai por cerca de US$ 1,05 em geração — praticamente o mesmo que um clipe de 10 segundos custava na versão anterior, que a TNW registra em US$ 0,10 por segundo.

O que o Google lançou

O 1.2 Flash amplia o que o modelo entrega em uma única geração. A duração pode ser definida de 3 a 15 segundos, em incrementos de um segundo, o que cobre de um corte curto de social a um spot completo. A empresa cita como usos típicos histórias curtas, explicadores de produto e anúncios de social inteiros em uma geração.

Além do tempo, a versão melhora a aderência a referências: é possível combinar imagens de personagem, produto ou estilo, clipes de movimento de até três segundos e referências de áudio, e o modelo mantém rostos, roupas, tipografia de embalagem e cores de marca ao longo das tomadas. É o recurso que permite transformar fotos de catálogo em clipes de experimentação virtual e giros de produto.

A edição também mudou de lógica. Em vez de regerar o clipe inteiro para trocar fundo, iluminação, clima ou proporção, o usuário ajusta por conversa, turno a turno, e o modelo mantém o resto. O Google também destaca fala mais natural, sincronia labial melhor e movimentos de câmera contínuos com menos cortes indesejados.

O modelo está disponível na Gemini API e no AI Studio, no console do Google Cloud, no Flow, no Google Vids — onde clipes de 15 segundos saem sem custo adicional para contas Google e Workspace —, no app Gemini para assinantes AI Ultra e no Asset Studio do Google Ads.

Quanto custa um clipe de 15 segundos

A conta é direta no 720p: 15 segundos × US$ 0,07 = US$ 1,05 por clipe gerado. Na versão 1.1, o mesmo clipe custaria US$ 1,50 pelos US$ 0,10 por segundo. A queda de 30% é a mesma em outras resoluções, segundo o Google Cloud, mas o post não divulga o valor do upscale para 1080p e 4K.

O fluxo de trabalho é o que segura o custo. A recomendação é rascunhar em 360p ou 720p, corrigir detalhe com uma edição de acompanhamento em vez de gerar tudo de novo e só então subir a melhor versão para 1080p ou 4K. Em um teste com várias iterações, o custo de geração cresce por tentativa: cinco versões de 15 segundos em 720p ficam em torno de US$ 5,25, sem contar o upscale.

Esse é o ponto que muda a decisão de uma PME. O custo de gerar deixa de ser o gargalo — o gargalo passa a ser quantas tentativas são necessárias até a peça ficar aprovada. Quem chega com referência de produto, roteiro fechado e critério de aprovação converte menos gerações em resultado; quem testa no escuro paga a iteração.

Três caixas em sequência ligadas por setas, sob o título "O fluxo que segura o custo".
Três caixas em sequência ligadas por setas, sob o título “O fluxo que segura o custo”.

O que isso muda na produção de anúncio

Um spot de 15 segundos era o formato que exigia cortar ou estender a geração anterior de 10 segundos na edição. Agora sai inteiro, com a duração definida no pedido. Para social, é a diferença entre montar a peça em duas etapas e pedir o formato final direto.

A edição por conversa ataca o custo que mais pesa na produção de vídeo: refazer. Trocar o fundo de uma cena, mudar a iluminação ou adaptar a proporção para outro posicionamento deixa de exigir uma nova geração completa — e cada variação de público ou placement pode sair do mesmo clipe base.

A aderência a referência é o recurso com efeito mais prático para e-commerce. Com uma foto de modelo e fotos de frente e costas de três peças, o modelo gera uma sequência de experimentação virtual de 15 segundos com giros de 360 graus e cortes combinando, mantendo a identidade do modelo e o caimento de cada roupa. Para catálogo, é a diferença entre uma foto parada e um clipe demonstrativo.

Para o anunciante brasileiro, o caminho de entrada sem custo de geração é o Google Vids, que libera clipes de 15 segundos sem custo adicional para contas Google e Workspace; o Asset Studio do Google Ads é onde a peça vira campanha. O acesso por API e pelo AI Studio interessa a quem precisa produzir volume ou integrar a geração a um fluxo próprio.

Onde o modelo ainda trava

O próprio Google lista o que ainda não está resolvido: ação esportiva rápida, mudanças rápidas de roteiro e física complexa. São justamente os casos em que a geração costuma exigir mais tentativas — e, portanto, onde o custo por peça aprovada sobe acima da conta por segundo.

Há dois limites que a fonte não fecha. O primeiro é o preço do upscale: como o valor de 1080p e 4K não é divulgado, o custo final de uma peça em alta resolução não pode ser calculado com os números públicos. O segundo é o direito de uso das referências: enviar foto de produto ou de modelo ao modelo não resolve, por si, a licença de imagem e de marca — essa checagem continua sendo do anunciante.

Os vídeos saem com marca d’água SynthID, imperceptível ao olho, que identifica o conteúdo como gerado por IA. Para campanha, isso não substitui a política de transparência de cada plataforma nem eventuais exigências de aviso ao consumidor; é uma camada técnica de identificação, não um selo visível.

Cartão escuro com quatro itens curtos marcados por check, sob o título "Antes de publicar".
Cartão escuro com quatro itens curtos marcados por check, sob o título “Antes de publicar”.

Fontes

O que fazer agora

A versão 1.2 não torna o vídeo generativo gratuito nem resolve o problema de quem não tem briefing: ela derruba o custo de gerar e de refazer, que era o principal freio para testar vídeo em escala pequena. Para uma PME, o teste que faz sentido é escolher uma peça que já vende — um produto de catálogo, um explicador de oferta — e refazê-la em 15 segundos, com referência real e critério de aprovação definido antes da primeira geração.

A Canis produz campanhas com vídeo e marketing digital olhando o custo por peça aprovada, não o preço por segundo do fornecedor. Se você quer testar o Gemini Omni 1.2 na próxima campanha, fale com a Canis para desenhar o roteiro e o fluxo de aprovação antes de gerar.

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